O caso que apresento hoje a você, eu e minha equipe enfrentamos um grande desafio. Me acompanhe nesta leitura! Grave dor na coluna cervical Apresento hoje as imagens de um caso extremamente delicado, onde o paciente apresentava degeneração discal dos segmentos de C3 a C7, o que inclui praticamente toda a extensão da coluna cervical, além de apresentar severa compressão medular ao nível do corpo de C5 devido a calcificações do ligamento longitudinal posterior e a presença de osteófitos (bicos de osso popularmente chamados de bico de papagaio) causando severa compressão medular nesse segmento. Paciente apresentava então, quadro de dor cervical com irradiação severa para membros superiores, além de perda importante de força muscular em membros superiores especialmente à direta e perda de força muscular e sensibilidade em membros inferiores, causando severa alteração da marcha conhecida como marcha mielopática, caracterizada por necessidade de abertura da base para marcha com características próprias e dificuldade de equilíbrio do corpo durante o ato de deambular (andar ou caminhar). Como foi o procedimento cirúrgico Casos como esses, extremamente graves e complexos, exigem cirurgias agressivas, porém, com resultado satisfatório quando realizadas sem intercorrências. Foi decidido por discectomia (retirada do disco C3-C4 e C6-C7) com preenchimento do espaço discal com pequenas próteses conhecidas como CAGE preenchidas com enxerto ósseo, associado à corpectomia (ressecção de todo o corpo vertebral de C5) permitindo assim severa descompressão do segmento de maior compressão. A região de corpectomia foi preenchida por prótese (CAGE) especial para esse tipo de procedimento preenchido por enxerto ósseo e permitindo após a consolidação óssea a formação de um "novo corpo vertebral" para suporte e sustentação da coluna; toda essa montagem foi fixada com placa modular de baixo perfil e parafusos corticais, sistema de fixação de placas extremamente modernas que permite a acomodação milimétrica do sistemas além de possibilitar fixação dinâmica da placa, que aumenta a compressão do sistema do segmento operado e facilita assim a consolidação. Paciente com aproximadamente 30 dias de pós-operatório e deambulando normalmente com recuperação quase total da força motora dos membros superiores, com prognóstico de recuperação total do quadro neurológico nas próximas semanas e absurdamente satisfeito com a rápida melhora que vem apresentando. Ressalto que casos como esse, não pela gravidade e nem pela complexidade da solução, mas a importância do diagnóstico precoce, permitindo assim a resolução do problema de maneira simples e eficiente, não precisando chegar a soluções extremas como apresentado no quadro em questão. Agradeço a Deus pela perícia na realização do procedimento e a toda minha equipe, tanto médica quanto de reabilitação que fazem um trabalho fantástico em um preparo pré operatório e na recuperação pós operatória neste tipo de paciente. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Artroplastia Lombar L4-L5-S1
Apresento hoje um caso extremamente rotineiro na nossa prática clínica e já bem conhecido pelos seguidores de longa data. Você me acompanha nesta leitura? Um paciente jovem vinha apresentando hérnia de disco extrusa nos segmentos L4-L5, L5-S1, onde o disco (amortecedor) intervertebral deixou de funcionar causando compressão das estruturas neurológicas ao redor, o que desencadeou quadro de dor lombar intensa além de irradiação com características de compressão do nervo ciático para o membro inferior direito, associado a episódios transitórios, mas de longa duração, de formigamento na perna direita, além de instantes fugazes de perda súbita de força muscular no membro inferior direito. Foi buscada todas as possibilidades de tratamento conservador possível, processo não cirúrgico, compreendendo desde o uso de medicações variadas com diferentes dosagens, passando por programas de fisioterapia RPG e acupuntura. Também foi tentado exaustivamente fortalecimento muscular através de atividade física de baixo impacto e, finalmente, não respondendo a duas tentativas seriadas de infiltração em coluna para alívio dos sintomas. O Processo cirúrgico – Artroplastia ou prótese de disco Tendo em vista a gravidade do quadro e da compressão medular, além da presença de lesão neurológica progressiva e, em especial, do quadro de dor crônica intratável com medidas habituais, foi decidido tratamento por via de acesso anterior (transabdominal) com retirada de todo disco Intervertebral, acarretando assim descompressão da medula e das raízes, além de estabilização do segmento com artroplastia (prótese de disco) de 3ª geração. Tal sistema de estabilização consiste no uso de um disco intervertebral artificial, possuindo membrana externa fibrosa e núcleo interno "gelatinoso" para absorção de impacto e restabelecendo a anatomia normal do segmento operado, além de manter a mobilidade normal do paciente, permitindo resolução total do quadro álgico sem déficit de função ou de mobilidade do segmento lombar. Na primeira imagem vemos o posicionamento de frente e perfil novo do paciente, com alinhamento excelente na visão em AP (Ântero-Posterior) e recuperação da lordose (curvatura lombar) na posição em perfil. Nas demais imagens vemos os múltiplos tipos de movimento que o implante é capaz de realizar, garantindo normal e total mobilidade da coluna lombar do paciente. O resultado – uma vida sem dor Após 60 dias de pós-operatório o paciente já retornou às atividades profissionais em seu escritório e está retornando aos poucos a rotina de atividade física, hoje realizando programa de reabilitação fisioterápico e fortalecimento muscular através de hidroginástica e natação, devendo estar totalmente recuperado nos próximos 30 dias e, assim, podendo voltar às atividades físicas de maior impacto em breve. Casos como esse, apesar de fazer parte da nossa rotina diária, sempre nos encorajam e nos enchem de orgulho, em primeiro lugar pela absurda melhora da qualidade de vida e da funcionalidade dos pacientes, mas acima de tudo por sermos uma das equipes que desenvolveu e estimulou a boa utilização das artroplastias de 3ª geração em nosso país. Acima de tudo agradeço a Deus pela capacidade dada a mim e a minha equipe pelo suporte durante todos esses anos de desenvolvimento e aprimoramento de técnicas extremamente modernas e eficazes como apresentada neste caso clínico. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Artrodese lombar extensa com parafusos canulados cimentados
Entenda como é realizada uma cirurgia de Artrodese lombar extensa com parafusos canulados cimentados por meio de um procedimento que realizei. Me acompanhe nesta leitura! Artrodese, ou cirurgia para fusão das vértebras Este caso se refere a um paciente de 79 anos, portador de osteoporose grave além de severa cardiopatia, vítima de queda da própria altura evoluindo com fratura patológica de L3 acarretando perda de altura do corpo vertebral de aproximadamente 50%, associado à fratura explosão de L4 (explosão do corpo vertebral) com compressão medular e radicular de leve intensidade. Somado a uma grave discopatia degenerativa L5-S1 (perda total de altura e função do disco L5-S1) acarretando compressão das raízes de L5 bilateral. Entenda mais sobre este caso Devido ao quadro cardíaco e a idade do paciente, foi feito tratamento conservador com colete por longos períodos por outra equipe, sem resultado satisfatório e sem consolidação da fratura, onde o paciente apresentou piora progressiva do quadro, tanto de dor lombar como de dor ciática. Atualmente, apresentava intensa instabilidade lombar, com queixas álgicas excruciantes e severos sintomas de instabilidade, inclusive apresentando perda de força muscular em membros inferiores e múltiplos episódios de incapacidade física por perda de força. Realização do procedimento cirúrgico Neste caso foi decidido por: abordagem cirúrgica exclusivamente por via posterior para a artrodese L2-S1 (fusão óssea) associado à monitorização eletroneuromiografia intraoperatória (monitorização da medula para avaliação das funções neurológicas), com auxílio de cimento ósseo para aumentar a resistência óssea permitindo a fixação com parafusos mesmo em osso tão osteoporótico quanto apresentado pelo paciente. Como visto nas imagens acima, o procedimento foi um sucesso, com excelente cimentação e melhora importante da curvatura lombar, além de descompressão importante do segmento L4-L5-S1, acarretando melhora da força muscular no exame de eletroneuromiografia intra-operatória. É importante ressaltar que o cimento ósseo não funciona como uma cola, mas como expansor e preenchedor de espaço, que preenche o espaço que deveria ser ocupado por osso e permite a fixação dos parafusos, sendo uma excelente saída para a fixação em pacientes osteoporóticos ou pacientes com péssima ou com má qualidade óssea. Nesse perfil de paciente é importantíssimo tratamento da massa óssea no pós-operatório, podendo-se usar tipos variados de medicação, tanto por via oral quanto injetáveis, incluindo hormônios de última geração que estimulam a formação óssea e trazendo assim consolidação não só da fratura quanto da cirurgia de artrodese realizada. Pós-operatório e recuperação Paciente hoje com 5 dias de pós-operatório, deambulando (andando ou caminhando) sem dificuldade e com queixas álgicas mínimas e dentro do esperado para o procedimento. Apesar da gravidade e complexidade, tanto clínica quanto do quadro em questão, o procedimento foi um grande sucesso. Agradeço primeiramente a Deus e, em seguida, a minha equipe que sempre me auxilia nestes procedimentos tão complexos e, sobretudo, ao paciente, por confiar em meu trabalho e por não desistir de obter o tratamento que merece. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Reconstrução cervical tardia pós ressecção de tumor cervical agressivo
Confira a seguir um caso extremamente raro e interessante, de uma paciente jovem e com nível superior completo relacionado a área da saúde, o que sempre traz preocupações a mais. Me acompanhe nessa leitura! Tendo apresentado durante a adolescência tumor benigno, mas agressivo, conhecido como osteoblastoma em arco posterior dos níveis de C2-C3, o que significa um tumor de crescimento rápido com risco de malignização e que a longo prazo iria causar compressão grave de estruturas medulares podendo levar a paciente a perda total de movimentos, inclusive a óbito devido à altura em que a lesão tumoral se encontrava. Paciente foi operada na época da adolescência de maneira brilhante, com ressecção de toda a massa tumoral que não apresentou recidiva e foi considerada curada do ponto de vista oncológico; no entanto, desde então passou a apresentar quadro de cervicalgia crônica (dor cervical) de forte intensidade com irradiação esporádica para membros superiores e ombros, incapacitando as atividades habituais e trazendo extremo desconforto a paciente, tendo diagnóstico tardio na fase adulta jovem de discopatia no segmento C3-C4 em decorrência da sobrecarga da primeira cirurgia oncológica associado à destruição e degeneração total do disco C2- C3 com severa instabilidade (movimentação aumentada anormal) no segmento C2-C3, acarretando quadro desolador de dor crônica e incapacitante em paciente jovem. Para a paciente foi tentada todos os tipos de tratamentos conservadores, desde medicação analgésica de alta potência até fortalecimento muscular, passando por bloqueios foraminais e facetários e procedimentos de rizotomia para denervação neural objetivando alívio da dor; sendo todos esses tratamentos infrutíferos e apresentando pouca ou nenhuma melhora do quadro. Tais casos, extremamente raros e complexos, sempre trazem enormes desafios, não só pela dificuldade na tomada de decisões, como pela ausência de literatura médica extensa pregressa que suporte as decisões tomadas, ficando assim um peso enorme nas costas do cirurgião responsável, que além da resolução do quadro em questão ainda tem que lidar com as dúvidas e angústias éticas pertinentes a esse tipo de situação. Escolha do tipo de procedimento cirúrgico Nesse caso foi decidido por artrodese (fusão de segmentos) entre os níveis C2-C3 onde apresentava grande instabilidade através de cage com dupla trava, onde enxerto ósseo foi colocado entre as vértebras suportado por uma prótese rígida para que ocorra consolidação desse segmento resolvendo assim a instabilidade; associado à retirada do disco doente C3C4 com estabilização desse segmento através de artroplastia "prótese móvel" cervical de terceira geração com manutenção normal do movimento nesse segmento. Vale ressaltar que tanto a prótese rígida para artrodese quanto o implante para a artroplastia são considerados lordóticos, sendo assim a porção anterior do implante é bem maior do que a porção posterior, o que acarreta uma curvatura na coluna cervical trazendo a cabeça para a posição normal e resolvendo assim, pelo menos de maneira teórica, a questão da instabilidade e do desvio cervical apresentado pela paciente. Pós-cirurgia e recuperação A paciente hoje encontra-se próximo de quatro semanas de pós-operatório, já sendo orientada a retirar o colar cervical e iniciar mobilização mais severa da região, com prognóstico de retorno às atividades profissionais e físicas habituais e com a esperança de melhora significativa, senão total, do quadro álgico apresentado no pré-operatório. Casos como esse, onde o desafio intelectual e de execução são gritantes sempre trazem imensa satisfação quando terminados com sucesso como o apresentado acima, mas sem dúvida desencadeiam um imenso desgaste físico e psicológico ao cirurgião envolvido nesse tipo de procedimento. Por isso que sempre gosto da seguinte máxima: a cirurgia uma vez realizada sempre deixa duas marcas, uma cicatriz no paciente e uma no cirurgião que a executou. Agradeço a Deus pela oportunidade de poder lidar com casos tão complexos e de ter ajuda dele em campo para que tais procedimentos terminem de maneira satisfatória dentro do que a gravidade da patologia permite. Agradeço ainda a minha equipe e a estrutura hospitalar de excelência da qual faço parte, sem as quais procedimentos de tais complexidades seriam impossíveis de serem realizados. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Artrodese Lombar por Via Anterior (ALIF)
Entenda o que é uma cirurgia de Artrodese Lombar por Via Anterior (ALIF) por meio de um procedimento que realizei. Me acompanhe nesta leitura! Entenda o que é uma cirurgia de Artrodese Lombar por Via Anterior por meio de um procedimento que realizei. Me acompanhe nesta leitura! Muitas vezes, aqui no meu site, damos ênfase para cirurgias minimamente invasivas com o objetivo maior de descompressão de estruturas neurológicas através de técnicas mais modernas, além da priorização de cirurgias que promovam manutenção de movimento como nos casos das artroplastias (próteses cervicais ou lombares) que hoje sabemos apresentar um resultado extremamente satisfatório, tanto a curto, quanto a longo prazo. Artrodese, ou cirurgia para fusão das vértebras Dessa forma pode-se dar a impressão que na minha prática dou pouca atenção a procedimentos de artrodese, ou seja, cirurgias para fusão das vértebras, o que não é uma verdade. A artrodese, ou cirurgias de fusão, possuem importante participação no arsenal terapêutico e muitas vezes são necessárias para tratamento das patologias, em especial pacientes de maior idade e casos de maior gravidade. O que gostaria de ressaltar em relação a esse tipo de procedimento é que sempre que puder ser realizado por via anterior isolada, onde não tenhamos a lesão da musculatura paravertebral posterior, tendemos a ter o melhor resultado; esclarecendo que nem sempre esse tipo de abordagem por via anterior exclusiva é possível e essa possibilidade depende da patologia apresentada e de características específicas do paciente. Este belíssimo caso de hoje se refere a uma paciente de 75 anos de idade, já com quadro de dor lombar e irradiação para membros inferiores há muitos anos, tendo se iniciado com duas hérnias de disco no segmento L4-L5 e L5-S1, mas que veio sofrendo degeneração discal progressiva ao longo dos anos da doença. A paciente apresentava, como mostrado na primeira figura, com destruição discal total nos segmentos de L4-L5 e L5-S1, além desta mancha branca ao redor do osso que se caracteriza por uma indicação de instabilidade (frouxidão entre as vértebras) nas imagens de ressonância; além de apresentar importante retificação da lordose lombar como vista na segunda imagem de raio-x. Ao apresentar perda importante de altura discal, a paciente acaba apresentando compressão do nervo na saída das raízes por estruturas ósseas, além da retificação causar sobrecarga muscular acarretando dores lombares severas por desequilíbrio grave do chamado balanço sagital. Para tais procedimentos de artrodese, o principal fator de bom resultado a longo prazo consiste na reconstrução da lordose, ou seja, na reconstrução da curvatura normal da coluna lombar, deixando assim de sobrecarregar a musculatura posterior e trazendo desta forma importante alívio para o quadro álgico dos pacientes. Nas imagens seguintes vimos a artrodese realizada única e exclusivamente por via anterior através de pequena incisão, com retirada total dos discos de L4-L5 e L5-S1 com substituição do espaço discal por implante conhecido como ALIF (Anterior Lumbar Interbody Fusion) reconstruindo assim altura discal e trazendo abertura foraminal, além da óbvia correção da lordose ou curvatura lombar normal, trazendo novamente equilíbrio ao tronco e aliviando de maneira significativa o quadro álgico da paciente. A paciente de 75 anos já com mais de 10 dias de pós-operatório, sem queixas álgicas e deambulando com facilidade, já apresenta melhora importante do quadro álgico em relação ao pré-operatório e devendo apresentar uma reabilitação funcional total nos próximos dois meses. Agradeço a minha equipe que sempre me auxilia nestes procedimentos e, sobretudo, a paciente, por confiar em meu trabalho e por não desistir de obter o tratamento que merece para o alívio de suas dores. Se você tem problemas na coluna não desanime de buscar ajuda especializada, existe uma grande chance de você ser tratado com dignidade. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Artroplastia Lombar
Entenda o que é uma cirurgia de artroplastia lombar (prótese de disco lombar) por meio de um caso real. Hoje compartilho com vocês um caso relativamente simples e que faz parte de minha rotina de atendimento. Vamos lá? Este paciente apresentava hérnia de disco extrusa no segmento L5-S1, com comprometimento radicular grave, tendo realizado microcirurgia para retirada do fragmento herniado e apresentando melhora do quadro de ciatalgia, ou seja, melhora do quadro de dor irradiada para membros inferiores; no entanto, o paciente manteve ao longo de dois anos quadro de lombalgia por desequilíbrio do balanço sagital e instabilidade, mesmo após todo trabalho de reabilitação física e fortalecimento muscular. Processo cirúrgico: a troca do disco Tais casos onde a microcirurgia descompressiva apresenta falha no controle da dor lombar, acontecem com relativa frequência e essa dor passa a ser chamada de dor discogênica. Foi então decidido por estabilização do segmento L5-S1 através de via de acesso anterior e artroplastia lombar, procedimento em que o disco intervertebral é trocado por uma prótese artificial que possui a mesma anatomia de um disco intervertebral normal, trazendo estabilidade para o seguimento e confeccionando novamente a anatomia normal daquele segmento, permitindo assim recuperação do quadro álgico e da biomecânica local. A troca do disco apresenta melhor resultado no controle dessa patologia a curto e longo prazo, tendo ainda como principal vantagem a não sobrecarga dos segmentos adjacentes à cirurgia, diminuindo assim o risco de novas abordagens conforme o paciente venha a envelhecer e a doença do disco venha a se se propagar. Conclusão do caso clínico Ressalto a minha extrema satisfação por ser um dos grandes desenvolvedores e estimuladores deste tipo de cirurgia em nosso país, ressaltando resultados maravilhosos que apresentamos, tanto a curto quanto a longo prazo, em pacientes acompanhados há muitos anos por nossa equipe. Estou feliz por trazer esse exemplo, porque, pra mim, ele mostra como funciona a individualização da medicina, amor pelo o que se faz e dedicação extrema, tendo como objetivo a recuperação da saúde física, mental e qualidade de vida dos pacientes que entregam suas vidas nas mãos de minha equipe. Se você apresenta dores na coluna, não desista de procurar o tratamento adequado ao seu caso. Nunca é tarde para procurar a ajuda que precisa. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Ossificação do Ligamento Longitudinal Posterior
Conheça mais um interessantíssimo desafio cirúrgico Este é um caso de um paciente portador de discopatia cervical de múltiplos níveis, caracterizada por severo desgaste dos discos intervertebrais com compressão medular ao nível do corpo; associado à alteração de maior gravidade conhecida como Ossificação do Ligamento Longitudinal Posterior. Me acompanhe nessa leitura! Neste caso, o ligamento que percorre a região posterior do corpo sofre calcificação e ossificação passando a ser um fator a mais de compressão sobre a medula espinhal, acarretando uma gravidade imensamente maior do caso, além de aumentar em muito a dificuldade técnica para realização do procedimento. O paciente apresentava quadro de cervicalgia (dor cervical) crônica há muitos anos, com piora progressiva da intensidade da dor, manifestando de maneira mais recente irradiação da dor para membros superiores com importante alteração de marcha e outros sintomas neurológicos mais sutis: perda parcial da sensibilidade em membros superiores e inferiores, alteração da coordenação motora para movimentos finos, diminuição parcial da força motora de pega nas mãos e tremor de extremidade, apresentando um quadro extremamente dramático no momento em que foi operado. Como foi o procedimento cirúrgico Como o paciente apresentava compressão não só discal, mas compressão óssea pela ossificação do ligamento longitudinal posterior, fez-se necessário procedimento extremamente agressivo e delicado conhecido como corpectomia, onde toda a vértebra é ressecada e substituída por uma prótese capaz de fazer distração como vista na imagem acima, a qual substituirá o corpo intervertebral permitindo a ossificação, ou seja, a consolidação da coluna cervical em um bloco ósseo rígido, trazendo assim alívio importante do quadro de dor e resolução dos sintomas neurológicos, tendo em vista a realização de agressiva descompressão medular. Após 15 dias do procedimento cirúrgico, o paciente já mostra evolução no pós-operatório evidenciando resolução total do quadro de disfunção em membros superiores e com recuperação expressiva do quadro de marcha. Eu e minha equipe já temos a certeza de resolução total do quadro neurológico nos próximos 90 dias o que nos traz imensa alegria. Agradeço a Deus pela expertise e capacidade de colaborar para restaurar a saúde de pessoas tão especiais e que ainda tem uma vida toda pela frente. Qual o problema que a sua coluna apresenta hoje? Fale comigo! Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Artroplastia Cervical de Terceira Geração
Venho hoje compartilhar um caso que já apresentei outras vezes, mas que sempre me traz um enorme prazer por ser uma das técnicas de minha preferência e da qual sou um dos grandes incentivadores e inovadores deste tipo de procedimento em nosso país. Este caso é de uma paciente jovem que apresentava quadro de hérnia de disco extrusa (explosão do disco com compressão da medula) nos segmentos de C4-C5, C5-C6, o que desencadeava dor cervical crônica diária e angustiante, além de irradiação da dor para membros superiores, tanto direito quanto esquerdo. A dor também estava associada a episódios de parestesia (dormência) e perda de sensibilidade no membro superior direito, impactando de maneira extremamente negativa a qualidade de vida da paciente, além de causar transtornos de maior magnitude durante a execução de atividades básicas diárias. A jovem apresentava quadro de tamanha gravidade que chegava a deixar cair objetos das mãos, tinha alteração de marcha e dificuldade de coordenação motora para movimentos finos, apresentando piora neurológica de rápida evolução e necessitando de abordagem cirúrgica de urgência, tendo em vista não ter respondido a medidas habituais para controle deste tipo de transtorno. Nesse caso foi realizada uma discectomia total C4-C5, C5-C6, por vía anterior, onde os discos intervertebrais lesados são totalmente retirados e o espaço é preenchido por uma prótese de disco de terceira geração, que se constitui em um disco artificial, permitindo mobilidade normal do segmento e recuperação funcional total da jovem operada. A paciente retornou após sete dias de pós-operatório, sem qualquer queixa álgica ou reclamação de dor e sem apresentar os sintomas neurológicos anteriormente apresentados, já nos trazendo a certeza de uma evolução extremamente satisfatória, tanto a curto como a longo prazo, o que deixou nossa equipe extremamente feliz e satisfeita com o resultado do procedimento. Agradeço mais uma vez à minha equipe pelo apoio sempre de alto nível; a paciente pela confiança em meu trabalho; e a Deus, pelas oportunidades que tive para chegar até aqui, neste trabalho que amo e posso transformar as vidas das pessoas oferecendo a elas qualidade de vida e bem-estar. Gostou deste caso? Compartilhe esse Caso Clínico com aquela pessoa que precisa dessas informações. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Estabilização Híbrida cervical
O caso que apresento aqui foi extremamente desafiador e complexo. A paciente, que é de meia-idade, possuía severa alteração do equilíbrio cervical, onde apresentava pescoço completamente caído para frente, acarretando queixas álgicas excruciantes, associado à quatro hérnias de disco (explosão do disco com extravasamento do conteúdo e compressão da medula), que ocasionavam, além de aumento das queixas álgicas em coluna cervical e irradiação para ambos os membros superiores, um quadro de parestesia (com alteração da sensibilidade das mãos) alteração de marcha e equilíbrio, configurando quadro extremamente delicado e complexo com o risco de perda funcional grave para o paciente, inclusive com risco de lesões neurológicas irreversíveis e com trágicas consequências. Nesta situação foi decidido abordagem cervical extensa em quatro níveis, sendo realizado ressecção completa dos discos intervertebrais C3-C4, C4-C5, C5-C6 e C6- C7, com realização de artrodese (fusão óssea) dos segmentos C4-C5, C5-C6 e C6-C7 para estabilização da região cervical, associado à colocação de artroplastia (prótese móvel) nos segmentos C3-C4 com o objetivo de manutenção da maior mobilidade possível para região operada, permitindo assim rápida e total recuperação, tanto das queixas álgicas quanto dos sintomas neurológicos, mas mantendo a melhor mobilidade possível para esse tipo de procedimento e abordagem, estando a paciente "curada" de grave lesão conforme descrito anteriormente. Repito mais uma vez que este caso foi extremamente complexo e desafiador, pois a abordagem em múltiplos níveis cervicais traz risco aumentado para esse tipo de procedimento. Ao fim da cirurgia, a equipe ficou extremamente grata por ter tido a oportunidade de operar essa paciente contribuindo assim para que ela tenha mais qualidade de vida a partir de agora. Gostou deste caso? Compartilhe esse texto com aquela pessoa que precisa dessas informações. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância
Rizotomia Cervical
Compartilho hoje um caso muito interessante, onde mesmo quando as coisas não acontecem de forma "perfeita", ainda existe possibilidade de melhora e solução dos problemas apresentados. Esse paciente foi submetido a Artroplastia Cervical em dois níveis, devido a hérnia de disco extrusa com compressão medular, sendo necessária retirada do disco doente e da hérnia que causava compressão da medula, onde o espaço discal foi preenchido por esse implante chamado Artroplastia Cervical de Terceira Geração, que consiste em um verdadeiro disco artificial e substitui de maneira anatômica o disco doente previamente retirado, trazendo rápido alívio dos sintomas agudos do paciente e recuperação total dos efeitos relacionados à compressão da medula, permitindo inclusive retorno ao trabalho e às atividades profissionais habituais. No entanto, a longo prazo, esse paciente passou a apresentar desconforto na região posterior do pescoço em decorrência de artrose facetária, ou seja, em decorrência de desgaste das articulações cervicais posteriores. Tal fato não se relaciona com a doença previamente operada, que era uma patologia do disco intervertebral; no entanto o novo acometimento no mesmo segmento, com desgaste dessas articulações, voltou a trazer desconforto para o paciente. No entanto, conseguimos uma solução extremamente segura e pouco invasiva, onde inicialmente foi realizado uma infiltração com anestésico para confirmação do diagnóstico e confirmando assim que a dor apresentada era de origem das facetas articulares, sendo então realizado o procedimento conhecido como rizotomia. Tal procedimento consiste na queimadura do ramo sensitivo da articulação, ou seja, na denervação do ramo sensitivo articular, deixando a articulação "dormente". Em outras palavras, foi realizado a eliminação do nervo que causava dor nessa articulação, permitindo alívio dos sintomas mesmo na presença de desgaste articular. Esse procedimento é extremamente simples e seguro, sendo possível que o paciente receba alta no mesmo dia da internação. As imagens acima mostram o adequado posicionamento das agulhas responsáveis pela queimadura e denervação do ramo dorsal facetário. Este é um bom exemplo de como um estudo detalhado de cada caso pode trazer soluções simples e efetivas mesmo diante de problemas complexos. Gosto de trazer novidades de cases da minha área pois eles contribuem de forma enriquecedora para a solução de casos graves, troca de informações médicas e permitem, cada vez mais, a cura e o retorno precoce à qualidade de vida dos pacientes em suas atividades diárias. Dr. André Evaristo Marcondes Atendimento presencial e à distância