CASO CLÍNICO: Mielopatia Cervical

Entenda aspectos da patologia e do tratamento, por meio deste exemplo real


O caso que trago é atípico, por isso extremamente interessante e desafiador. Uma senhora, de aproximadamente 60 anos, sofria com problemas da coluna que evoluíram para grave discopatia cervical e artrose severa das articulações cervicais.


Isso fez com que sua medula fosse comprimida em quatro níveis, danos que causaram dor crônica complexa, além de lento e progressivo déficit neurológico ao longo dos anos.


Como terminologia médica, o diagnóstico principal desta condição é mielopatia cervical, que consiste na compressão da medula e da artéria espinhal anterior. Esse quadro pode provocar um infarto medular, pois faz com que a medula receba menor quantidade de oxigênio e isso causa lesões ao longo do tempo.

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Diante de casos como esse, o clima para a equipe médica é de grande estresse e ao mesmo tempo muito desafiador, pois a própria descompressão medular e resolução do caso compressivo pode causar lesões na medula ou piora dela. Ou seja, como risco inerente da própria descompressão, quando é realizada a cirurgia e a medula volta para a posição e função normal, podem ocorrer lesões graves e permanentes, com prejuízo às vezes maiores, que serão observados apenas depois da cirurgia.

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Além disso, geralmente esse tipo de patologia, em quatro níveis, é abordada por via posterior, mas pode destruir a musculatura paravertebral e levar o paciente a novos quadros de dores crônicas na coluna cervical, mesmo após o tratamento da patologia.

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Após analisar o histórico da paciente e as opções cirúrgicas, optamos por descompressão e estabilização por via anterior, nos quatro níveis. A alternativa causa menor risco e foi possível devido ao avanço da tecnologia e dos implantes envolvidos na estabilização.



Quando tudo corre bem, como foi neste caso, quanto maior o desafio maior também é a sensação de um resultado maravilhoso, como este: a paciente teve correção total da lordose cervical e do alinhamento coronal, alívio total dos sintomas e melhora importante do déficit neurológico com apenas 15 dias de procedimento.

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Destaco ainda que, pela velocidade do progresso pós-cirúrgico que a mesma vem apresentando, acreditamos que haverá também a recuperação total dos sintomas neurológicos.

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Tenho certeza de que a paciente estará totalmente satisfeita, motivo de gratidão e orgulho para mim e minha equipe.


Abraços,⠀⠀

Dr. André Evaristo Marcondes



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