CASO CLÍNICO | Neuromodulador de última geração

Caso cada vez mais comum, apesar de absurdamente tecnológico, de paciente portador de dor crônica complexa e intratável, tanto em coluna lombar, quanto em membros inferiores direito e esquerdo, devido à doença neuronal crônica e Síndrome Regional Complexa. Te convido a me acompanhar nesta leitura.


Entenda o caso

Este paciente é portador de Hérnia de Disco mais e Estenose de Canal, processo que acarreta em compressão da medula e dos nervos, e que demorou longos períodos para conseguir tratamento médico adequado e cirurgia necessária para resolução de sua patologia, sendo realizado artrodese nos segmentos L4-L5-S1, mas já tendo sido desenvolvida lesão neuronal, ou seja, lesão no neurônio/medula, acarretando quadro de dor crônica e disparos de estímulos dolorosos contínuos.


Pacientes portadores de dor crônica complexa desenvolvem quadros de dor tão absurda que muitos chegam a pensar em suicídio para resolução de seu sofrimento, tendo em vista que este tipo de dor neuropática muitas vezes não responde a nenhum tipo de tratamento. Tais casos, quando discutido com os pacientes e familiares portadores dessa patologia são extremamentes emocionantes e comoventes pelo grau de sofrimento que essas pessoas enfrentam.



Implante de "Chip" na coluna

No entanto, quadros de dor crônica regional complexa por Síndrome Regional Complexa são "facilmente" resolvidos através de implante de eletrodo torácico e gerador lombar, ou seja, através de implante de "chip" em coluna cervical ou torácica, ou lombar, a depender da altura da lesão, com gerador de altíssima geração, que fica sob a pele na região dos glúteos. Desta forma nenhuma parte do sistema fica aparente e este computador de alta geração é capaz de desencadear estímulos elétricos perimedulares que modulam e reprogramam a medula retirando, muitas vezes por completo, a dor desse perfil de paciente, restaurando de maneira quase milagrosa a qualidade de vida das pessoas.


No caso em questão, foi utilizado gerador de altíssima geração com eletrodo de 32 pólos, altamente moderno e recém-chegado ao Brasil, já sendo um sistema revolucionário dentro da já revolucionária neuromodulação.


Recuperação e pós-operatório

O paciente, que deambulava com o uso de duas bengalas para suportar o peso do tronco e o quadro álgico, hoje está com 21 dias de pós-operatório e deambulando normalmente já sem a necessidade de apoio, com previsão de iniciar o programa de reabilitação com 60 dias de pós-operatório e retorno à atividade física de baixo impacto com 90 dias após a cirurgia, devendo estar totalmente reabilitado de uma patologia tão grave depois quatro a cinco meses após a instalação do sistema de neuromodulação.


Considerações finais

Ressalto que este tipo de tratamento é extremamente moderno, mas coberto pelo sistema privado de saúde, fazendo parte do Rol da ANS e estando disponível para a maioria dos pacientes. Desta forma, caso você veja semelhança neste relato procure nossa equipe para elucidação de dúvidas e tratamento mais adequado e individualizado para o seu caso.


Abraços,


Dr. André Evaristo Marcondes

Atendimento presencial e à distância

São Paulo, 24 de junho de 2022