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Mielopatia cervical

Caso muito complexo e delicado, que felizmente vem apresentando resultado belíssimo e satisfatório durante o término do processo de recuperação


Entenda o caso

Paciente apresentava quadro de hérnia de disco extrusa no segmento C4-C5 e C5-C6, em coluna cervical, que ao contrário da coluna lombar não temos respectivamente as presenças de raízes nervosas, mas a presença da medula propriamente dita, o que invariavelmente aumenta o risco de complicações cirúrgicas e traz gravidade extrema a patologia de base, apresentando severa compressão na medula espinhal nesses segmentos, com quadro de dor cervical crônica e irradiação para membros superiores direito e esquerdo associado à perda de sensibilidade em membro inferior esquerdo e alteração de marcha com importante alteração de equilíbrio; sendo essa descrição quadro conhecido como mielopatia cervical.


Este quadro se desenvolve devido à compressão da artéria espinhal anterior, neste caso por um fragmento de hérnia de disco extrusa, acarretando diminuição do fluxo de oxigênio para a medula com consequente isquemia e infarto medular.


Esta patologia, além de extremamente grave e complexa, pode desencadear perda funcional total abaixo da lesão, ou seja, caso paciente não seja operado dentro da brevidade necessária pode desenvolver tetraplegia completa e irreversível.


Realização da cirurgia

Tendo em vista se tratar de um jovem paciente, mesmo na presença de doença de grau tão avançado, foi possível a realização de abordagem por via anterior na coluna cervical, com retirada total dos discos lesados de C4-C5 e C5-C6 e substituição dos mesmos por prótese de discos de terceira geração.


Esta prótese em coluna cervical é considerada hoje como padrão-ouro de tratamento para esse tipo de patologia, pela capacidade irrevogável de manutenção da altura discal, reestruturação da lordose segmentar, manutenção de movimento e reconstrução da anatomia normal do segmento operado. Desta forma, conseguimos refazer de maneira completa a anatomia do segmento trazendo a "cura" do paciente e do segmento operado.


Reflexões finais

Paciente já no pós-operatório imediato apresentando recuperação parcial da função neurológica lesada, devendo restabelecer funcionalidade normal e completa em pós-operatório tardio, se recuperando da lesão e não apresentando sequelas nem a curto nem a longo prazo.


É importante ressaltar que a artroplastia de terceira geração traz os melhores resultados clínicos e biomecânicos, tanto a curto quanto a longo prazo, sendo o padrão ouro de escolha para tratamento das doenças discais em coluna cervical.


Agradeço a Deus pela perícia na realização do procedimento e a toda minha equipe, tanto médica quanto de reabilitação que fazem um trabalho fantástico em um preparo pré operatório e na recuperação pós operatória neste tipo de paciente.


Abraços,

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