CASO CLÍNICO: Artrodese para Discopatia Lombar Grave

Saiba mais sobre este tratamento indicado para patologias avançadas da coluna


A artrodese é um processo de fusão óssea, indicada para tratamento de doenças que afetam o disco da coluna vertebral, como discopatía degenerativa e hérnia de disco.

Atualmente, com as opções de tratamento disponíveis e o avanço tecnológico na medicina, considero esta opção muito agressiva, pois pode prejudicar a mobilidade do segmento lombar operado. No entanto, apesar de eu dar preferência para os procedimentos minimamente invasivos e artroplastia lombar (onde realizamos a troca do disco) os procedimentos de artrodese ainda têm o seu espaço, lugar e indicação.

Nas doenças de maior gravidade, por exemplo, é a artrodese que terá a preferência de indicação, pois num estado avançado da discopatia a maior chance de recuperação do paciente será por meio dela. Para evitar que chegue a este ponto, gosto sempre de frisar: sentiu dor na coluna, em qualquer região? Não hesite em procurar um médico especialista imediatamente!

Com o diagnóstico e tratamento precoce é possível evitar a evolução das patologias e, consequentemente, evitar cirurgias mais agressivas à coluna. Caso seja necessária uma intervenção, poderá ser minimamente invasiva, com técnicas mais modernas. 

Artrodese com técnica minimamente invasiva

Apesar de ser um procedimento que considero agressivo, por meio de estudos, evolução da medicina e atuação na vanguarda da importação de técnicas mais modernas, diante da necessidade de realizar uma artrodese eu e minha equipe buscamos agir de modo a reduzir os danos. É possível, por exemplo, optar por uma abordagem minimamente invasiva para a menor destruição tecidual, especialmente para artrodese por via anterior (incisão pelo abdome). Isso evita a destruição de musculatura paravertebral posterior (das costas) e a utilização de parafusos. 

Essa técnica se faz, preferencialmente, pela estabilização de próteses conhecidas como ALIF (Anterior Lumbar Interbody Fusion), como demonstrada nas imagens. Por meio dela, ocorre a fusão óssea, a reestruturação da lordose (angulação lombar normal) e o aumento do espaço foraminal, que são os canais de passagem das raízes nervosas. Isso promove a descompressão radicular, direta e indireta, garante rápida recuperação, maior porcentagem de fusão e menor risco de complicações, se comparada às técnicas mais antigas.



Como exemplo, trouxemos essa artrodese em dois níveis da coluna lombar: L4/L5 e L5/S1. Ela foi realizada há seis meses, em um paciente relativamente jovem, por volta dos 45 anos.

Como resultado, ele apresenta recuperação total do quadro de dor ciática esquerda, que o afetava no pré-operatório, além de melhora de 90 a 95% do quadro de dor lombar. Atualmente, está em fase final de reabilitação fisioterápica e, há cerca de um mês já voltou a praticar atividades físicas de baixo impacto. Sua evolução ocorre de forma gradativa, dentro do esperado, e estimamos que estará totalmente recuperado da doença prévia entre 30 e 60 dias. 

Vale reforçar que, mesmo nos casos em que abordagens mais agressivas são necessárias, técnicas mais modernas e menos invasivas podem e devem ser executadas, visando o menor trauma possível para o paciente, a mais rápida recuperação e o melhor resultado, tanto a curto quanto a longo prazo.


Abraço,

Dr. André Evaristo Marcondes

Atendimento presencial e à distancia

São Paulo, 11 de setembro de 2020

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Dr. André Evaristo Marcondes | RQE 54349 | CRM 121391