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Artroplastia lombar e possíveis dificuldades da via de acesso


Caso extremamente delicado de um paciente jovem e de excelente nível sócio-econômico, que exerce atividade profissional de alto rendimento empresarial e com necessidade precoce e completa de retorno às atividades funcionais. Te convido a me acompanhar neste relato de sucesso!


Entenda o caso

O jovem apresentava quadro de dor lombar excruciante com irradiação para membros inferiores pior à esquerda, há mais de dez anos, devido a duas hérnias de disco lombar. Apresentava hérnia de disco extrusa (disco intervertebral que explode e comprime estruturas radiculares), em L4-L5 e L5-S1, o que acarretava perda total de altura discal no segmento L5-S1, deixando ele totalmente inativo em relação à capacidade de absorção de impacto. O paciente já tinha realizado todas as formas possíveis de tratamento conservador (tratamento não cirúrgico), com bloqueio foraminal e facetário para alívio sintomático, com melhora apenas parcial do quadro e por um curto período de tempo, sem melhora efetiva do quadro.

O procedimento cirúrgico

O paciente apresentava dificuldade extra em relação ao procedimento em si, pois devido à cirurgia prévia em região abdominal, ele apresentava grande quantidade de fibrose de estruturas abdominais, o que dificulta muito a via de acesso e o acesso transabdominal às estruturas da coluna lombar. O fato se faz relevante porque em nossa equipe possuímos cirurgiões de acesso inicialmente formados como cirurgiões vasculares para realizar abordagem cirúrgica transabdominal de maneira rápida, segura e eficaz, minimizando qualquer risco de lesão relacionadas à abordagem cirúrgica de acesso até as nobres estruturas da coluna lombar.


Artroplastia lombar de terceira geração

Como já mencionei algumas vezes em minhas redes sociais e site, o procedimento habitual realizado foi a artroplastia lombar de terceira geração nos segmentos L4-L5, L5-S1, com o paciente já acordando no pós-operatório imediato, totalmente assintomático e recebendo alta hospitalar após três dias de internação, além de estar completamente livre dos sintomas que apresentava no pós-operatório.

Agora, resta somente esperar o tempo correto para biointegração do implante ao osso e respeitar as fases de reabilitação física e fisioterápica para total recuperação do quadro, sendo entre 60 e 90 dias no máximo, devendo retornar às atividades esportivas leves com 60 dias de pós-operatório e às atividades esportivas de maior demanda após quatro meses de cirurgia; já as de alto impacto, como futebol e artes marciais, após cerca de dez a doze meses de pós-operatório.


Agradecimento final

Agradeço a Deus e a minha equipe pela capacitação técnica e profissional que permite a realização deste tipo de procedimento em pacientes jovens e com resultados tão satisfatórios.


Aos que precisam de ajuda e gostariam de saber mais informações sobre o meu atendimento, estou disponível para todos no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio Libanês. Caso precise, não deixe de entrar em contato através de meus canais de atendimento. Será uma honra poder ajudar!


Abraços,

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