Com o envelhecimento da população fraturas por osteoporose tendem a aumentar

A cada ano, 2,4 milhões de novas fraturas já acontecem por causa da doença



A osteoporose é uma doença óssea muito comum e que fragiliza o osso, tornando-o mais susceptível à ocorrência de fraturas, após um pequeno traumatismo. Em casos extremos, basta um movimento como tossir ou se sentar para que tal aconteça. No Brasil, 10 milhões de pessoas sofrem com a doença e, a cada ano, 2,4 milhões de novas fraturas ocorrem por causa dela. Por estar relacionada ao envelhecimento, com o aumento da estimativa de vida da população, a tendência é que esse dado cresça cada vez mais.


Segundo o Dr. André Evaristo, especialista em cirurgia da coluna e parte do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, a osteoporose é um fenômeno natural da idade, pois, conforme nós envelhecemos, os nossos ossos enfraquecem. Mas, a doença também está associada à perda de cálcio, falta de vitamina D, histórico familiar e mulheres com susceptibilidade após a menopausa, devido à diminuição dos níveis de estrogênio —hormônio feminino que ajuda a manter a massa óssea.


Geralmente as fraturas acontecem na coluna vertebral e no quadril, podendo, em casos extremos, ser muito dolorosas. “Ao contrário das fraturas no quadril, as faturas vertebrais não são tipicamente decorrentes de quedas, mas de um trauma mínimo ou, até mesmo, nenhum. Pois a vértebra enfraquecida pela osteoporose não consegue mais sustentar o corpo e pode desabar em uma atividade simples do dia-a-dia”, explica o médico.


Quase dois terços das fraturas vertebrais não apresentam sintomas, em longo prazo, por exemplo. O que pode acontecer é o paciente apresentar perda de altura e uma curvatura progressiva anormal da coluna. Já quando sintomática, haverá dores pontuais nas costas devido ao osso fraturado.


Nesse caso, os primeiros sintomas de osteoporose estão relacionados com fraturas osteoporóticas e podem incluir:


- Dorsalgia/lombalgia provocada por uma fratura vertebral;

- Perda de peso;

- Cifose dorsal;

- Fratura óssea que ocorre com um pequeno traumatismo;


Diagnóstico


Um exame físico analisando história e antecedente pessoal do paciente leva a suspeita de uma fratura da coluna vertebral associada à má qualidade óssea. A radiografia é um dos exames que podem confirmar a presença da osteoporose. Quando não há certeza, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética da coluna fecham o diagnóstico e auxiliam na diferenciação entre uma fratura recente (aguda) ou antiga (crônica). Já a análise final será feita por uma densitometria óssea — que vai mostrar a gravidade da doença.


Tratamento


Os medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose atuam diminuindo a reabsorção óssea ou aumentando a sua formação, tais como o estrógeno, a calcitonina, os bisfosfonatos, o ranelato de estrôncio, o cálcio e a vitamina D.


De acordo com o ortopedista, o tratamento cirúrgico está indicado quando a dor persiste, apesar do tratamento conservador adequado, bem como nos casos em que há deformidade progressiva da coluna e/ou alterações neurológicas. "Atualmente, há opções terapêuticas minimamente invasivas que apresentam menor dano à saúde física do paciente e uma rápida recuperação", explica André.


Prevenção


Sabendo que osteoporose pode afetar boa parte da população, hábitos diários podem auxiliar na prevenção continua da doença. São eles: uma dieta adequada, acompanhada de atividade física regular, tomar sol por pelo menos 15 minutos ao dia e, quando necessário, o auxilio de medicação especifica, para prevenir a perda de capital ósseo e ajudar no seu fortalecimento.


Para quem já possui a doença, além de um acompanhamento com o especialista, é muito importante evitar as quedas com medidas simples, como:


- Retirar tapetes soltos, cabos elétricos ou qualquer outro item em casa que poderia fazer alguém tropeçar;

- Iluminar todas as áreas da casa, inclusive nas entradas e escadas. Uma luz noturna para idas ao banheiro também é recomendada.

- Tomar cuidado com pisos escorregadios, principalmente no banheiro;

- Colocar corrimão bilateral nas escadas.

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Dr. André Evaristo Marcondes | RQE 54349 | CRM 121391